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    O que é, como utilizar o butirômetro e seus modelos disponíveis

    O butirômetro é uma das principais ferramentas que garantem que a qualidade do leite e seus derivados seja preservada do início ao fim da cadeia produtiva.

    O butirômetro é o ponto de partida para quem precisa determinar com exatidão o teor de gordura no leite e seus derivados, garantindo que a qualidade do alimento seja preservada do início ao fim da cadeia produtiva. 

     

    Para muitos, uma vidraria pode parecer apenas um recipiente de vidro. Para nós e para aqueles que vivem a rotina de análises, ela é a extensão do conhecimento do pesquisador.

     

    Ao longo deste conteúdo, vamos mergulhar no universo do butirômetro, entender a lógica do método Gerber e descobrir como o modelo certo pode facilitar as análises. Continue conosco e aproveite a leitura!

     

    O que é um butirômetro e para que serve? 

    O butirômetro é uma vidraria feita com um propósito muito específico: medir a quantidade de gordura presente em amostras de laticínios e outros alimentos. 

     

    Sua estrutura foi pensada para suportar reações químicas importantes e permitir que o analista faça uma leitura visual direta da porcentagem de gordura.

     

    Ao utilizar um butirômetro, o laboratório está ajudando a indústria a padronizar seus queijos, iogurtes e leites. 

     

    Isso garante que o consumidor receba um produto nutritivo e que os produtores sejam remunerados de forma justa, baseada na qualidade da matéria-prima que entregam. 

     

    Como é a estrutura de um butirômetro?

    A estrutura física do instrumento diz muito sobre a qualidade da análise que ele proporcionará.

     

    Um bom butirômetro deve ser fabricado em vidro borossilicato, um material escolhido a dedo por sua capacidade de aguentar o calor gerado pela reação química e a pressão da centrifugação. 

     

    Em geral, podemos dividir sua estrutura em três partes, cada uma com sua função:

     

    Bulbo

    Essa é a parte mais larga, onde a mágica da mistura acontece. Ela precisa ter o volume exato para comportar a amostra e os reagentes com segurança.

     

    Corpo

    O corpo é a região que conecta o bulbo à escala, desenhada para resistir ao estresse mecânico.

     

    Escala graduada

    Essa é a régua do instrumento. A graduação precisa ser muito nítida, visto que uma escala difícil de ler causa fadiga visual e aumenta a chance de interpretações equivocadas. 

     

    Na Qualividros, a calibração dessa escala recebe atenção total. Afinal, sabemos que um traço fora do lugar pode significar um lote de produção inteiro fora do padrão.

     

    Modelos disponíveis e suas aplicações

    O universo dos laticínios é vasto e o leite assume diversas formas, como líquido, cremoso ou sólido. 

     

    Por esse motivo, existe um butirômetro específico para cada tipo de produto. Dito isso, usar o modelo correto é o primeiro passo para o sucesso da análise.

     

    Para leite

    Esse é o clássico do laboratório. Ele foi projetado para analisar o leite fluido. Sua escala geralmente vai de 0% a 4% ou até 8%, cobrindo a maioria dos tipos de leite encontrados no mercado. 

     

    Além disso, a abertura dele é feita para receber a amostra líquida via pipeta, facilitando o manuseio.

     

    Para leite desnatado 

    Como a quantidade de gordura residual é mínima, um butirômetro comum teria dificuldade em entregar a precisão necessária. 

     

    Os modelos desenvolvidos para leite desnatado possuem uma escala muito mais refinada e sensível, normalmente indo apenas de 0 a 0,5%. 

     

    Essa graduação detalhada funciona quase como uma lupa, permitindo quantificar com exatidão aquelas frações minúsculas de gordura que passariam despercebidas em escalas maiores.

     

    Para leite em pó 

    A análise do leite em pó exige uma abordagem técnica diferenciada, já que lidamos com um produto concentrado e desidratado. 

     

    Portanto, o butirômetro para essa aplicação é projetado para trabalhar com a pesagem da amostra. A estrutura dele permite a dissolução adequada do pó para que a gordura seja liberada. 

     

    Dessa forma, é possível garantir que, mesmo após o processo industrial de secagem, as características nutricionais do produto se mantenham dentro do esperado.

     

    Para creme

    O creme de leite tem uma concentração de gordura muito maior. Sendo assim, tentar medir creme em um instrumento de leite seria impossível, uma vez que a gordura ultrapassaria a escala. 

     

    Desse modo, o modelo para creme possui uma graduação estendida, que pode chegar a 40% ou mais, e muitas vezes requer que a amostra seja pesada para garantir a exatidão.

     

    Para queijos 

    Analisar queijo é um desafio interessante porque ele é sólido. Diante desse cenário, o modelo Van Gulik é uma solução inteligente para isso. 

     

    Ele possui aberturas que facilitam a introdução da amostra sólida pesada em um copinho específico. Assim, a leitura é feita após o queijo ser totalmente dissolvido, revelando seu teor de gordura.

     

    Para manteiga

    Como a manteiga é quase pura gordura, o butirômetro para ela tem uma escala muito particular. 

     

    Ainda, o preparo da amostra exige cuidado redobrado para que a porção analisada represente bem o todo.

     

    Como utilizar o butirômetro passo a passo

    Realizar a análise pelo método Gerber pede atenção e respeito às normas de segurança. Como lidamos com ácidos fortes, o uso de óculos, luvas e jaleco é indispensável. 

     

    Abaixo, vamos detalhar como funciona a análise de leite padrão para ilustrar como a vidraria é utilizada.

     

    1. Adição do ácido sulfúrico 

    Tudo começa com a adição de 10 mL de ácido sulfúrico no butirômetro. O segredo aqui é a delicadeza, visto que o ácido deve ir para o fundo sem tocar o gargalo onde o leite passará depois. 

     

    Dessa forma, evitamos que o leite queime antes da hora, o que deixaria a leitura escura e difícil.

     

    2. Chegada da amostra

    Com uma pipeta volumétrica, adicionamos 11 mL de leite. O ideal é deixar o leite escorrer lentamente pela parede do vidro, formando uma camada suave sobre o ácido. 

     

    Ver as duas fases separadas antes da mistura é um sinal de que a técnica está correta.

     

    3. Toque final com álcool

    Adiciona-se 1 mL de álcool isoamílico. Esse reagente é o facilitador da separação. A pureza dele é tão importante quanto a qualidade da vidraria da Qualividros.

     

    4. Mistura e reação

    Fechamos o butirômetro com uma rolha de borracha apropriada. Protegendo o instrumento com um pano ou suporte, já que ele vai esquentar bastante devido à reação química, agitamos vigorosamente até que tudo se transforme em uma mistura homogênea e escura. 

     

    5. Momento da centrifugação

    Os instrumentos vão para a centrífuga Gerber. Sendo assim, é importante colocá-los de forma equilibrada, sempre um de frente para o outro. 

     

    A rotação rápida (cerca de 1100 a 1200 rpm) por alguns minutos forçará a gordura a se separar e migrar para a escala.

     

    6. Banho-Maria e a leitura final

    Após girar, o instrumento descansa em banho-maria a 65°C. Essa temperatura garante que a gordura esteja no volume correto. 

     

    Ajustamos a rolha para trazer a coluna de gordura para a altura dos olhos e fazemos a leitura na escala, observando a base da curva (o menisco) da gordura.

     

    Quais cuidados garantem a precisão?

    A ciência recompensa aqueles que são cautelosos. Para que o seu butirômetro seja sempre um aliado fiel, algumas boas práticas são indispensáveis na rotina do laboratório:

     

    Limpeza

    Qualquer resíduo de gordura ou detergente de uma análise anterior pode distorcer o novo resultado.

     

    Por isso, o vidro deve estar quimicamente limpo. A superfície lisa das vidrarias da Qualividros ajuda muito nesse processo de lavagem.

     

    Controle a temperatura

    Tanto o ácido quanto a amostra devem estar nas temperaturas indicadas pelas normas. Se estiverem muito frios ou muito quentes, a reação pode ser incompleta ou violenta demais.

     

    Olho nas rolhas

    Com o tempo, as borrachas ressecam. Uma rolha rachada pode causar vazamentos na centrífuga. Portanto, verificar a integridade delas é uma questão de segurança básica.

     

    Carinho com o vidro

    Antes de começar, dê uma olhada se o instrumento não tem trincas. A segurança de quem opera é o mais importante dentro de um laboratório.

     

    Por que escolher as vidrarias da Qualividros? 

    A Qualividros entende que uma vidraria de qualidade superior é um investimento na credibilidade do laboratório. 

     

    Também precisamos mencionar que a durabilidade dos nossos materiais significa menos reposição e mais economia ao longo do tempo.

     

    Agora que você chegou até aqui, o que acha de conhecer o portfólio de vidrarias da Qualividros? Explore nosso site! 

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